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Mais uma vez, já saí tarde demais. Mas a todo custo tentei chegar à Estação, seja ela qual fosse. Ouvi lá distante o comboio. Fiquei feliz por ver que desta vez conseguiria apanhar o comboio que transporta a minha vida. Tinha tanto por alterar, jogar fora todo o sofrimento e alimentar o coração da tal locomotiva chamada amor.
Faltam poucos metros, me aproximo do local do embarque, mas ... (!!): já era tarde demais. O comboio já estava saindo. Levava consigo, a minha vida.
Tarde demais! Mais uma vez era tarde demais. Toda a minha vida foi assim, chegava sempre tarde demais por hesitar sempre nos meus (equivocados) passos.
E fiquei parada vendo, ironicamente, a minha vida passar. Esperei tanto tempo para poder modificá-la, mas agora não sei se tenho tempo para que o comboio passe novamente. Isso se ele passar.
O vejo passar entre os trilhos, nas trilhas que suportam o peso de uma vida cheia de mágoa, amor, dor e alegrias.
Olho num ímpeto para trás e vejo-o queimar a minha dor transformada num fumo negro que domina o ar ...
02h30 PM
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