|
MADA
São as Mulheres que Amam Demais Anônimas.
Ela entrou na sala, sentou e se apresentou:
Meu nome é _____ (escuta-se “biiiiiii”), conheci o “biiiiiiii” e acreditei profundamente que era ele o grande amor da minha vida.
Sempre fui uma mulher forte, nunca pude pensar que poderia acontecer comigo.
Mas ele dizia que sim, que era eu o amor da vida dele, que ele tanto esperava. Fazia caricaturas de nossos filhos, arquitetava a nossa casa. Fazia planos de praticamente uma aposentadoria privada.
Fazíamos confidências de amor, fiz coisas que nunca poderia imaginar fazer por um homem. De quatro, em todos os atos.
Aí um dia veio aquela famosa frase: eu te amo, vc é o amor da minha vida, é tudo o que eu sempre desejei, MAS o momento, a atmosfera, a camada de ozônio não estão cooperando para esse relacionamento.
Fiquei sentada, sentido a água daquela cascata despencar sobre o oceano de amor que eu havia acreditado.
Acreditei de uma maneira tão séria que coloquei em jogo valores fundamentais da minha vida.
Pensei que iria morrer, que não iria aguentar.
Senti raiva de mim, raiva dele, raiva do amor.
Todas as amigas na sala choravam.
Descobri que o ditado pimenta no biiiibiiii dos outros é refresco é a mais tenra verdade!
Em uma outra reunião, ela voltou, sentou e disse:
Amigas, consegui não ligar para ele durante uma semana!
Uma salva de palmas num volume altíssimo explodiu no ambiente.
Melhor do que não ligar e escutar a salva de palmas foi reconhecer que somos capaz de amar sem nos drogar. E ainda brindar com um copo de champagne.
Obrigada, amigas, desculpas àquelas quando não entendia que pimenta ardia e que a abstinência dói, e muito.
Mulheres!
Mulheres ...
Ai, as mulheres ...
06h33 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|