Resquícios de Milão - UOL Blog
Resquícios de Milão

  



ESCOLHA

Quem disse que as nossas escolhas são as certas? Aliás, o que é certo e o que é errado?
Concorda que tudo depende do referencial?

Escolher. A vida em si já é uma escolha. Poderíamos escolher não viver. E quem somos nós para julgar a escolha do outro? Se na verdade não conseguimos, muitas vezes, ter a certeza de que a nossa escolha é a justa, a mais adequada, para aquela ocasião?

Ao acordar já escolhemos. Escolhemos a roupa que iremos vestir, escolhemos o nosso café-da-manhã, escolhemos a cor do nosso batom.

Mas existem decisões que são mais sérias do que a simples escolha da sua calcinha (mas que não deixa de ser uma escolha). São decisões que cobram escolhas. Escolhas que podem mudar nossas vidas.

Literalmente aquele filme "Um Homem de Família".

E quando iremos descobir se aquela decisão tomada é a certa para a nossa vida? Às vezes, por medo da solidão, por medo da mudança - que mesmo que seja para melhor temos sempre medo, pois é algo desconhecido -, ou por covardia, por insegurança, tomamos a decisão que achamos ser a justa para um determinado momento.

E a vida passa. Continua. Ela não pára para analisar a sua decisão. E somente depois de talvez anos percebemos que erramos. Mas a chance daquela escolha já passou. E não é um filme. Não vem um anjo colocar você naquela outra vida (= escolha).
Aí, perdemos.

Começamos a repensar nas nossas decisões. Às vezes queremos voltar a trás. Mas o tempo é traiçoeiro. Aquela escolha, aquele momento: já passou.

E desta forma, podemos perder o melhor caminho que a vida colocou diante dos nossos olhos. Ela (a vida) não foi traiçoeira. Ela nos deu a oportunidade. E nós, por problemas particulares nossos, escolhemos o outro caminho, que, normalmente é o mais fácil. Ou o menos difícil, como vc preferir ...

E sabe quando vamos lembrar disso?

O dia em que estivermos velhinhos. E não adiantará em absolutamente nada o arrependimento. Pois, como já disse, ao mesmo tempo o tempo é traiçoeiro.

Mas lembre-se: a vida possibilitou a oportunidade da escolha.



  10h05 AM [   ] [ envie esta mensagem ]




SEGUNDA-MÃO

Não sei se é vantajoso morar em um país em que se acompanha nitidamente as 4 estações do ano. Se percebe muito mais o quão rápido envelhecemos.

Fora que, depois de uma certa idade, torna-se notório que as pessoas que nos envolvemos são de segunda mão. Não tem como ser diferente. Todo mundo faz a sua história.

Ou o cara já foi casado, ou foi noivo, ou tem filho e, no mínimo, já viveu diversas outras histórias de amor. Não existe mais a exclusividade.

Tem lá suas vantagens.

Mas desvantagens também.

O perfil do cara também muda. Cabelos brancos já fazem parte do cafuné. Dentes levemente amarelados tornam-se até um charme. Creme ante-rugas faz parte do armário do banheiro. Conversar sobre política é um assunto natural. Discutir sobre a educação dos filhos também. E quando o assunto chega em previdência privada, então?

Esses são alguns sinais. Sinais de que estamos envelhecendo. De que a vida não é mais aquele conto de fadas rodeado de Big Mc's. Atenção à alimentação torna-se mais do que fundamental. Estar atento com o fígado, beber moderadamente, evitar fritura. Não mais porque engorda. Mas para proteger os nossos órgãos. Que também estão ficando velhos.

Mas o pior mesmo são os hábitos. Velho tem hábitos insuportáveis que não serão mudados jamais. O negócio é saber negociar os hábitos e verificar a sua compatibilidade. Se não bate, o jeito é cair fora mesmo. Não tem muito o que conversar.

Hoje mais uma amiga está indo embora. Deixando o coração enlaçado na saudade e amargurado de emoção.

Faz parte, também, do envelhecimento.

Mas admito.
Admito que eu também quero envelhecer ao lado de alguém.



  11h25 AM [   ] [ envie esta mensagem ]




GenTESSS,
que emoção.

Brigada, de coração!

A única coisa que não é tão emociante é lembrar que estou tropeçando nos 30 ...



  03h24 PM [   ] [ envie esta mensagem ]




MILÃO, CENTRO DA MODA

 

Eu, nerd, caminhando pela Monte Napoleone (aquela mesma rua onde me apaixonei pelo manequim, lembram?).
Pois bem. Máquinas fotográfica espelhadas por toda a rua. Fotografavam uma mulher. Bonita, eu diria.
Talvez fosse a a tal da Gigi e eu - total fora do mundo caras - passando no meio de todos os flashes fotográficos, sem ter dado a mínima conta. Até quando me avisaram.

 

BRASIL EM MILÃO

 

Feijão com Arroz chama um dos restaurantes brasileiros em Milão. Dez pessoas na mesa, 3 brasileiros.
Eu, metida a entender tudo sobre o Brasil, experimenta caipirinha.
E eu, bebia me achando a malaca da brasileira. Ahã. Comi o tal do bobó de camarão. Vários pães de queijo. De sobremesa? Batida de coco e de limão.
Final da história? Vocês podem imaginar.
Sério: foi excepcional. A bateria já estava descarregando, mas deu para dar uma abastecida.

PS: Lú, brigadão pelo convite.

 

MAIS LÓGICA ITALIANA

 

Por que os italianos não conseguem colocar as coisas mais simples em ordem alfabética?
Ou porque será que eles não conseguem numerar as casas com uma numeração crescente, como em todo o resto do mundo?

 

SERES-VIVOS

 

Esqueci de contar para vocês que somente depois de uns três meses descobri que a plantinha (uma baita árvore) que vive ao lado da minha mesa no escritório era de mentira.
Tiveram a audácia de me perguntar se eu não reparava que as folhas não caiam.

 

LAVANDERIA

 

Admito. Ela não foi superada. Ela me venceu.
Troquei pelos braços. E por máquinas alheias.

 

CONTA

 

Não tem jeito! Não consigo esquecer do Real.
Conta pra 10 pessoas? R$ 1.200,00!!
Ainda bem que mulher é café com leite.



  02h00 PM [   ] [ envie esta mensagem ]




Gente,
recebi esse texto (não sei quem é o autor), mas achei interessante compartilhar ...

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos trinta anos. Não contaram para nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.

Se tivermos boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era o que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."



  08h53 AM [   ] [ envie esta mensagem ]




OS BONS ROMANCES TAMBÉM ACABAM
(...)

Vocês já se apaixonaram por um excelente livro? Aquele livro que inspira, tira o fôlego e que não dá para parar de ler? E ao mesmo tempo não se quer continuar lendo por tristeza de saber que na verdade o tal do livro irá acabar?

Aquele livro, que num certo capítulo, dá um nó na gargante e uma imensa vontade de chorar?
Então. O pior é quando começamos a chorar ...
Os parágrafos se perdem, as letras se misturam, as lágrimas escorrem descontroladamente, caindo no livro, deslizando pelo pescoço ...

Até quando nos damos conta que perdemos a linha onde estávamos. Decidimos, então, enxugar cada gota, uma por uma, para poder retomar a história, almejando, ao menos, que o tal do romance acabe bem.

Logo depois de haver enxugado todas as lágrimas - e o livro -, retomamos a leitura. Esse, talvez, seja o problema. Pois, obviamente, nos deparamos com um outro parágrafo que dá mais vontade ainda de chorar ... Engolimos o choro, para poder continuar a leitura. Engolimos lágrima por lágrima.

E, ao engoli-las, aquele nó na garganta começa a nascer, crescer e a se desenvolver de um modo que parece que a goela vai explodir.

Dói. A tal da goela.

É aquela dor que se mistura com uma dor no peito, no coração. O coração começa a bater mais forte e perdemos totalmente o controle da situação. Palpitação. E, ao mesmo tempo, a gente quer parar, não quer sentir a tal daquela dor. Mas ela é mais forte (muito mais) do que qualquer sentimento racional.

A sensação de desespero, de querer ler, de querer e desejar, e ainda lutar, para que tudo, naquele romance, acabe bem. Mas ... aquele romance não é uma mera história de holywood.
É uma história de vida.

Que pode ser real. Ou não.

Mas tudo depende do modo como lemos o tal do romance. Do modo em que nos envolvemos com as histórias. Ou com as nossas histórias.

E sabe o que é mais triste? Que mesmo os melhores livros, os melhores best-sellers, os melhores contos, as melhores poesias: acabam.

São exatamente assim as nossas histórias de vida.

Elas acabam.
E viram histórias.
E Podem, ainda, virar até um bom livro.
Que um dia irá, também, dar esse tal de nó em uma outra pessoa.

E assim é a vida.
Ou o viver.



  03h55 PM [   ] [ envie esta mensagem ]




HO AVUTO UN SOGNO

 

Io avevo un sogno. Un sogno che sognavo da quando mi ero capita com’essere umano.
E sono troppo felice d’averlo trasposto alla realtà.

 

In mezzo a questo sogno – o mentre sognavo -, ho conosciuto un uomo.
E questo uomo è diventato l’amore della mia vita.

 

Ma non vedevo – mentre pensavo che sognavo – che quel sogno era, in realtà, un incubo.
E che incubo ...

 

E, come tutte le vere storie d’amore, è finita male.
Basta leggere
Shakespeare.
Male perché, questa storia, non è finita.
Almeno l’amore.

 

Oppure è finito ed io ancora non ho capito ...

 

Non lo so.
Ma soffro. Si soffre.

 

Nella vita ci sono delle scelte.

 

Al tempo stesso, lui mi ha fatto capire che l’amore non esiste.
Oppure non è così forte.
Almeno com’io lo immaginavo.

 

Sognatrice, lui mi chiamava.
Aveva ragione.

 

Oramai sono stanca.
Troppo stanca.



  08h57 PM [   ] [ envie esta mensagem ]




BALANÇA
(milagrosamente não é a balança inimiga de todas as mulheres.)

 

É a balança do balanço depois de estar tanto tempo fora. Virar gente grande não é um brinquedo muito bacana. Mas percebi que ser um eterno Peter Pan é literalmente um conto de fadas.

 

Sempre soube que sou um lixo de dona-de-casa. Lembro que perguntei para a minha mãe de quanto em quanto tempo ela mandava limpar o banheiro. Ela me olhou com um olhar questionador e respondeu: todos os dias. Eu já do tipo “claro, claro”. Ahã.

 

Depois desses vários (eternos) meses, continuo sem rodo. Aliás, ainda não sei como se fala rodo em italiano. Sabe por quê? Simplesmente porque não tem rodo na Europa. Nem ralo. Constatação globalizada.

 

Olha que lixo de ser humano, gente?

 

Fora a dúvida que atualmente vivo. Até quando fico por aqui?

 

Decisão de gente grande. Itália x Brasil. Mas sinto que gostaria de ser ou estar tranqüila. E sei que ao mesmo tempo é maravilhoso ter várias bifurcações diante dos olhos e ter (e poder!) escolher. Mas quem vence no final? O coração ou a razão?

 

Não sei. Aliás, não tenho a menor idéia.

 

Enquanto esses pensamentos devoram minha alma, existem coisas práticas que atrapalham. Por que não consigo – juro que tento, e muito – manter o apê sempre em ordem? A louça, que não se auto-lava, permanece ali, até que alguém se manifeste. O chão. O chão ... ai meu Deus, que carma.

 

Fazer o pé, a mão e depilação são coisas de outro mundo. Literalmente do outro lado do oceano. Meu pé, gente. Meu pé. Ele já adquiriu coisas imateriais. Acho que são os sapatos, as caminhadas, que não cooperam.

 

Depois das férias, adquiri a marquinha de sol perfeita das havaianas entre os dedos. Fora que, cá entre nós, elas machucam ali, sabe? Logo, como conseqüência natural do corpo humano, formou, no início, uma bolha. Essa bolha se rompeu, óbvio. E eu, cabeça dura como vocês bem sabem, continuei a usá-las. Meu corpo, inteligentemente, percebeu que não havia acordo, fez naquele exato lugar da bolha, uma pela mais dura. Gente, o óh.

 

E o calcanhar? Nem merece comentários.

 

E essas coisas não acabam. Nunca. O pó que cresce em PG, a cutícula que se reproduz igual aos Guines, a louça que se amontoa.

 

E eu continuo aqui, a filosofar como resolver essas questões, que até o momento, parecem insolúveis. Ah, ainda não consegui um martelo.

 

Não. Não são coisas da Itália ...

Isso são coisas de Camila.

  07h31 PM [   ] [ envie esta mensagem ]




MOMENTO AVESTRUZ
(s
ó um parêntese para justificar ainda mais a tal da nostalgia ...)

 

Decidi, por vontade mesmo – ou mero cansaço –, em passar o final de semana em casa. Tranqüila, arrumar tudo, fazer faxina e essas coisinhas mais de mera dona-de-casa.

 

Pois bem.

 

Hummm. Agora chegou o momento do meu relax ... Vou assistir Sex and the City – 4ª temporada – que ganhei de uma pessoa muito especial.

 

Mas tá quente, muito quente. Basta ligar o ventilador.

 

Não funciona.

 

Abre o ventilador, faço cena de ser aquele faz-tudo e: nada. Definitivamente o ventilador quebrou. Ânimo, menina. Não tá tão quente assim (mesmo parada, sentia o suor escorrer pela coluna vertebral).

 

Nem dei bola para o tal do ventilador quebrado e ajeitei todo o computador da maneira exata para poder ficar deitada e curtir aquele seriadinho.

 

Coloquei o DVD – depois de horas tirando fio, colocando fio – e qual não foi a minha surpresa ao verificar que não posso mais colocar DVD’s da região 4 (que são os DVD’s destinados para o Brasil)?

 

Pois é. Essa merda (ops) de computador tem um número máximo de alterações que podem ser feitas para outras regiões que não a do Brasil.

 

Final da história: ventilador da mãe do meu amigo quebrado e computador configurado (pelo o que eu entendi para sempre) para a região 2, que é a região européia.

 

Suor sem Sex and the City.

 

GenTEEE. Socorro!!

 

PS: alguém sabe se tem como arrumar o treco das regiões do DVD? Saiu até um aviso na tela dizendo que não adianta nem reinstalar o programa, pois o DVD foi configurado – por sua própria vontade – a região européia, para sempre.

sniiiiiffffff ...



  12h16 PM [   ] [ envie esta mensagem ]




MURAL
(acho que é inferno astral mesmo ...)

A saudades bateu forte. Tentei, de todos os modos, fugir dela - loucamente - mas, a realidade é que ela é muito mais sábia do que eu. Ela não foge, ela enfrenta a realidade. E me venceu ...

Sinto que meus pensamentos estão a um milhão por hora, mesclando todos os momentos ...


Da maior alegria ...


Do mais irracional ...


Às imagens inesquecíveis,


A lugares excepcionais,
com pessoas excepicionais,


Que devem ser SEMPRE comemorados ...


Milimetricamente gozados ...
Para guardar eternamente no coração.

MUITA SAUDADE ...

 



  03h41 PM [   ] [ envie esta mensagem ]




ENQUETE ! ENQUETE ! 

Acho que isso se chama inferno astral. Diz a lenda, ao menos.

Com cabelo curto, já meio sem corte, jorrado de silicone, caminho pelo mundo. Constatei que o quanto mais a gente conhece, mais saudades a gente tem. E deixa também.

Se vive. Mas sofre.

E, a definição atribuída pelos outros à dona desses cabelos é sempre a mesma: diferente. Foi aí que se iniciou a minha mais nova fase, já vivida por todos. A tal da crise de identidade.

Perguntei para uma amiga sobre esse "ser diferente". Ela respondeu de modo sensato e coerente. Não, diferente, não. Autêntica e intensa, sim.

Por que será que as pessoas não conseguem ver o colorido das coisas mais simples? Uma flor. Uma árvore. Uma núvem com uma forma particular, que se desenhássemos, chamaríamos de arte.

Aliás, quem define a arte? A arte de Dalí, por exemplo. Será que Michelangelo atribuiria a sua arte às formas "desformadas" do surrealismo de Dalí?

O seu egocentrismo ajudou a sua arte a ser vista como arte ou foram seus traços literalmente surreais? Ou será que ele simplesmente tinha um olho que via além das coisas materiais?

Por que será que as pessoas se preocupam com pecuinhas (inclusive eu) que ligam o nada a lugar nenhum? É. Acho que Dalí e Gaudí não se preocupavam com essas coisas.

Mas aí lembro de Dante. Que se apaixonou perdidamente, e ficou a olhar o casamento de sua Beatrice. Pela portinha de uma capela maravilhosa. Uma tragédia de Shakespeare, eu diria.

Viveu. Mas sofreu. Talvez seja sinônimo. E che ne so io?

Aí, ela se apaixona. Ela, eu. Talvez vc também.
Se apaixona por acreditar que John Lennon havia razão.
Ao menos um.
Living life in peace ...
Que acabou sendo morto.

Eu estava em Barcelona na companhia de uma pessoa maravilhosa. Ela me levou para conhecer o tal do muro onde o Franco metralhava os catalões na época da ditadura espanhola. Reconheci ainda mais a minha vaga e eterna ignorância. A nossa.

E nas nossas aulas de história, na maioria das vezes dada "nas coxas" e estudada na cola, não conseguimos enxergar o que os olhos poderiam ver. Recapturar o passado. O nosso passado. Ignorado pela maioria. Para compreender o presente e estudar o futuro. Mas acho que não queremos ver. Para fugir do sofrimento causado naturalmente quando simplesmente se vive.

Enfim. Esse muro, como vcs podem observar, ainda tem as marcas dos tiros. O mais incoerente dessa história é que hoje, esse MESMO muro, é o muro de uma escola infantil.


Coerência.

Fiz um coquetel sobre essas dúvidas. Percebi minha incoerência e entendi o porquê de ser tão difícil a compreensão. Talvez por isso me achem diferente. Então. Eu, como vcs conhecem, louca, feliz, triste, histérica, chata para caramba e legal de vez em quando, quer casar, por exemplo, da maneira mais tradicional que existe.

Se eu fosse coerente e seguisse uma linha, com certeza todos achariam que eu nem casaria. No máximo multiplar a escova de dente.

Nem pensar.

Amo praia. Mas amo montanha também. Não tem jeito, sou completamente metropolitana.

Logo, incoerente. Consequentemente, diferente.

Por quê, heim?

Talvez seja mero inferno astral.
Ou talvez eu seja diferente mesmo.



  11h37 AM [   ] [ envie esta mensagem ]





 
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